quinta-feira, 21 de maio de 2026

Entrevista de Marília Arraes sobre Transnordestina e Raquel Lyra cria racha com PSB


O que deveria ser apenas uma rodada de conversas em Brasília sobre os rumos políticos para as eleições escalou para o primeiro grande conflito interno da base aliada do presidente Lula (PT) em Pernambuco. A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), causou forte mal-estar ao conceder entrevista ao podcast Direto de Brasília, onde fez acenos à governadora Raquel Lyra (PSD) e distribuiu críticas a gestões anteriores do PSB.

Durante a conversa, Marília afirmou que veria com "bons olhos" um eventual apoio de Raquel Lyra ao projeto do presidente Lula no estado. No entanto, o principal ponto de ruptura ocorreu quando a pedetista abordou a estagnação das obras da Transnordestina. Segundo a ex-deputada, a ferrovia começou a travar especificamente durante o mandato do ex-governador Paulo Câmara (PSB), atual presidente do Banco do Nordeste.

A declaração azedou o recente período de paz selado entre Marília e a legenda socialista — sobretudo com seu primo, o prefeito do Recife João Campos — e provocou uma retaliação rápida da cúpula do partido.

A desenvoltura e a falta de "freio" de Marília em temas sensíveis para o grupo de João Campos geraram fortes atritos nos bastidores. Nos corredores da política pernambucana, já ganham força as conversas sobre a possibilidade de a chapa "rifar" o nome da pré-candidata antes mesmo da homologação oficial das candidaturas.

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