A pré-campanha do Partido Liberal (PL) à Presidência da República entrou em rota de colisão interna e forte instabilidade. Em encontros de emergência realizados a portas fechadas em Brasília, a alta cúpula da legenda e parlamentares demonstraram profundo incômodo com a condução política de crise feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A tensão atingiu o ápice após o parlamentar confirmar que foi pessoalmente à residência de Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, no final do ano passado. O encontro ocorreu logo após o empresário ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal e ter sido liberado sob medidas cautelares, que incluíam o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Apesar das tentativas de integrantes da oposição em classificar o episódio como "página virada", a avaliação real nos bastidores é de que o pré-candidato está no limite político. Conforme relatos de caciques do partido colhidos pela imprensa, o maior temor é a iminência de uma "terceira novidade" ou de contradições que desmontem a defesa atual. Lideranças do partido alertam que o eleitorado conservador é sensível a escândalos de corrupção ou ligações com fraudes financeiras — a PF apura se o esquema do Banco Master gerou desvios bilionários.
O clima de desconfiança se agravou após pesquisas internas e levantamentos de institutos apontarem um desgaste imediato da imagem de Flávio. Rivais de centro-direita já começaram a se movimentar para capturar o espólio político do bolsonarismo, argumentando que a insistência em um nome fragilizado por investigações entrega vantagem eleitoral direta à esquerda.

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