O política de Pernambuco entrou em uma fase de alta voltagem no Sertão. O Palácio do Campo das Princesas acendeu o sinal de alerta máximo diante do visível descontentamento da família Coelho e do senador Fernando Dueire com a condução política da governadora Raquel Lyra (PSD). Ciente de que uma ruptura no front sertanejo pode reconfigurar as forças eleitorais e tornar a disputa extremamente acirrada, a governadora iniciou uma operação de contenção de danos.
Nos últimos dias, Raquel Lyra determinou que assessores de sua estrita confiança fizessem o primeiro contato para agendar mais uma conversa decisiva com Miguel Coelho. O objetivo do encontro é colocar as cartas na mesa, aparar as arestas e sanar o sentimento de isolamento que o grupo de Petrolina vem demonstrando em relação às decisões do governo estadual.
A pressa da governadora não é por acaso. A família Coelho lidera uma máquina política robusta no Sertão, capaz de transferir milhares de votos e ditar o ritmo da campanha no interior. Uma decisão do grupo de marchar contra a reeleição da tucana mudaria drasticamente o equilíbrio de forças em uma campanha que promete ser uma das mais duras das últimas décadas.
Do outro lado, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), principal nome da oposição, acompanha a crise de perto e se movimenta com rapidez. Campos já iniciou conversas de bastidores e busca aproximação com Miguel Coelho. Para a oposição, atrair o clã petrolinense não significa apenas ganhar um aliado de peso, mas também isolar Raquel Lyra em uma região onde ela historicamente precisa consolidar bases.






