A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), tem exatamente um mês para consolidar sua vitrine de realizações sem o risco de sofrer punições da Justiça Eleitoral. Pré-candidata natural à reeleição, a chefe do Executivo estadual vem engatando uma verdadeira maratona de viagens e entregas nas últimas semanas. A pressa tem justificativa jurídica clara: o calendário eleitoral das Eleições 2026 impõe severas restrições a gestores públicos a partir de 4 de julho.
De acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nos três meses que antecedem o pleito de 4 de outubro, candidatos estão proibidos de comparecer a inaugurações de obras públicas e de contratar shows artísticos com verba governamental. O descumprimento pode configurar abuso de poder político, resultando na cassação do registro de candidatura ou em inelegibilidade.
O Impacto das Restrições no Calendário Político
As restrições de julho alteram profundamente a dinâmica administrativa e dão início aos prazos mais rígidos do processo eleitoral de 2026.
• 30 de junho: Pré-candidatos ficam proibidos de apresentar ou comentar programas de rádio e televisão.
• 4 de julho: Início da proibição de participação de governantes em inaugurações públicas e repasses de verbas como emendas parlamentares.
• 20 de julho a 5 de agosto: Período oficial para a realização das convenções partidárias e definição das chapas majoritárias.
• 16 de agosto: Início oficial da campanha eleitoral nas ruas e na internet.
• 4 de outubro: Realização do primeiro turno das eleições gerais.






