O estudo divulgado pelo Instituto Múltipla mostra que a corrida pelas duas vagas ao Senado por Pernambuco segue totalmente indefinida. No cenário estimulado, a ex-deputada Marília Arraes desponta na liderança com 26% das intenções de voto.
O atual senador, Humberto Costa, aparece em segundo lugar com 17%. Logo atrás, empatados e pressionando o petista, estão os dois principais nomes ligados à governadora Raquel Lyra: Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, ambos com 13%.
O tabuleiro sofreu uma forte mudança após o levantamento: a saída de cena de Anderson Ferreira, que pontuava com 11% e decidiu desistir do pleito. Com a retirada de Anderson Ferreira da disputa, a grande incógnita que movimenta os bastidores políticos é o destino de seus eleitores. O voto bolsonarista em Pernambuco historicamente se comporta de forma "casada" e fiel aos candidatos que representam a direita tradicional.
A migração desses 11% de eleitores órfãos deve ditar o ritmo das próximas semanas. Caso esse montante migre em bloco para consolidar um nome da oposição ou reforçar um candidato de centro-direita, a vantagem de Humberto Costa pode derreter rapidamente.
Diante desse fogo cruzado entre o Palácio do Campo das Princesas e a Prefeitura do Recife, Humberto Costa se encontra em uma posição de extrema vulnerabilidade. Pela primeira vez na história recente, o senador petista vê seu mandato seriamente ameaçado. Se não conseguir reagir nas pesquisas e expandir sua base para além do eleitorado de esquerda convicto, Humberto pode amargar uma derrota histórica e perder as eleições este ano.






