quinta-feira, 21 de maio de 2026

Câmara de Cupira aprova requerimento de Vinícius Lessa por equiparação salarial de professores contratados


Câmara de Cupira aprova requerimento de Vinícius Lessa pela equiparação salarial de professores contratadosO vereador Vinícius Lessa teve aprovado na Câmara Municipal de Cupira um requerimento que solicita ao Poder Executivo a equiparação salarial dos professores contratados ao piso nacional do magistério. 

O pedido baseia-se em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante igualdade de direitos e remuneração aos professores temporários.O parlamentar defende a medida como um ato de valorização e justiça para profissionais que exercem a mesma função e possuem as mesmas responsabilidades em sala de aula. Agora, o requerimento segue para análise e aplicação por parte da Prefeitura Municipal de Cupira.

Raquel Lyra abre vantagem sobre João Campos em nova pesquisa do Instituto Veritá


Após ter uma pesquisa suspensa pela Justiça, o Instituto Veritá divulgou novos números da disputa pelo Governo de Pernambuco. O levantamento aponta uma virada da governadora Raquel Lyra (PSD), que agora lidera a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas com 46,5% das intenções de voto no cenário estimulado.

O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece em segundo lugar, com 37,3%. Já o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), registra 5,3% das intenções de voto.

Nos votos válidos, Raquel Lyra soma 49,6%, enquanto João Campos aparece com 39,8%. Anderson Ferreira tem 5,7% nesse cenário.

A pesquisa também mediu os índices de rejeição dos possíveis candidatos. João Campos lidera nesse quesito, com 37,9% de rejeição. Anderson Ferreira aparece em seguida, com 25%. Já o vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), registrou 9,1%.

De acordo com o Instituto Veritá, foram realizadas 2.010 entrevistas entre os dias 26 e 30 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Levantamento anterior foi suspenso

Na pesquisa anterior divulgada pelo Veritá, em 6 de abril, Raquel Lyra e João Campos apareciam tecnicamente empatados, ambos com 35,4% das intenções de voto.

Dias após a divulgação, o levantamento acabou sendo suspenso pela Justiça a pedido do MDB, partido que integra a base de apoio de João Campos. Mesmo após a controvérsia envolvendo a suspensão judicial, o instituto voltou a divulgar números da disputa estadual, agora indicando crescimento da governadora e ampliação da vantagem sobre o principal adversário.

Clima tenso e vaias marcam o encerramento da Marcha dos Prefeitos em Brasília


Chega ao fim nesta quinta-feira a tradicional Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Após três dias de intensas reuniões na capital federal, a comitiva de prefeitos da nossa região inicia o desembarque de retorno à base. 

No entanto, o saldo da viagem divide opiniões: enquanto alguns gestores classificam a experiência como um espaço de aprendizado e networking, outros não hesitam em definir o evento deste ano como uma perda de tempo, abafada pelo descontentamento político.

O tom da mobilização foi de forte desgaste na relação entre os municípios e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ápice do mal-estar ocorreu durante o pronunciamento do vice-presidente Geraldo Alckmin, que representava o governo federal e acabou sendo fortemente vaiado pelos prefeitos ao se dirigir à plenária. A insatisfação aumentou com a ausência do presidente Lula, que, apesar de formalmente convidado para dialogar sobre as pautas municipalistas, optou por não comparecer.

Bastidores da sucessão: Reunião crucial com a família Ferreira em Pernambuco


As articulações na política pernambucana entraram em ritmo acelerado nos últimos dias. Após uma série de reuniões em Brasília com o senador Flávio Bolsonaro, a família Ferreira retorna a Pernambuco para uma rodada de negociações decisivas com a governadora Raquel Lyra.

O principal objetivo de Raquel Lyra na mesa de negociações é pedir o recuo de Anderson Ferreira na disputa por uma vaga no Senado Federal. A estratégia visa reduzir a fragmentação no campo da direita e acomodar outros nomes alinhados à base governista na chapa majoritária.

A expectativa do meio político é que, após o desembarque em Recife e a reunião com o Palácio do Campo das Princesas, a família Ferreira anuncie de forma oficial qual será a sua estratégia para o pleito. A movimentação também ocorre em paralelo com outras articulações na base, como os diálogos em torno de nomes como Eduardo da Fonte, que também almejam um espaço na chapa.

Entrevista de Marília Arraes sobre Transnordestina e Raquel Lyra cria racha com PSB


O que deveria ser apenas uma rodada de conversas em Brasília sobre os rumos políticos para as eleições escalou para o primeiro grande conflito interno da base aliada do presidente Lula (PT) em Pernambuco. A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), causou forte mal-estar ao conceder entrevista ao podcast Direto de Brasília, onde fez acenos à governadora Raquel Lyra (PSD) e distribuiu críticas a gestões anteriores do PSB.

Durante a conversa, Marília afirmou que veria com "bons olhos" um eventual apoio de Raquel Lyra ao projeto do presidente Lula no estado. No entanto, o principal ponto de ruptura ocorreu quando a pedetista abordou a estagnação das obras da Transnordestina. Segundo a ex-deputada, a ferrovia começou a travar especificamente durante o mandato do ex-governador Paulo Câmara (PSB), atual presidente do Banco do Nordeste.

A declaração azedou o recente período de paz selado entre Marília e a legenda socialista — sobretudo com seu primo, o prefeito do Recife João Campos — e provocou uma retaliação rápida da cúpula do partido.

A desenvoltura e a falta de "freio" de Marília em temas sensíveis para o grupo de João Campos geraram fortes atritos nos bastidores. Nos corredores da política pernambucana, já ganham força as conversas sobre a possibilidade de a chapa "rifar" o nome da pré-candidata antes mesmo da homologação oficial das candidaturas.

Crise no PL: Visita de Flávio Bolsonaro a banqueiro com tornozeleira acende alerta e cúpula já avalia plano B para as eleições


A pré-campanha do Partido Liberal (PL) à Presidência da República entrou em rota de colisão interna e forte instabilidade. Em encontros de emergência realizados a portas fechadas em Brasília, a alta cúpula da legenda e parlamentares demonstraram profundo incômodo com a condução política de crise feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A tensão atingiu o ápice após o parlamentar confirmar que foi pessoalmente à residência de Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, no final do ano passado. O encontro ocorreu logo após o empresário ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal e ter sido liberado sob medidas cautelares, que incluíam o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Apesar das tentativas de integrantes da oposição em classificar o episódio como "página virada", a avaliação real nos bastidores é de que o pré-candidato está no limite político. Conforme relatos de caciques do partido colhidos pela imprensa, o maior temor é a iminência de uma "terceira novidade" ou de contradições que desmontem a defesa atual. Lideranças do partido alertam que o eleitorado conservador é sensível a escândalos de corrupção ou ligações com fraudes financeiras — a PF apura se o esquema do Banco Master gerou desvios bilionários.

O clima de desconfiança se agravou após pesquisas internas e levantamentos de institutos apontarem um desgaste imediato da imagem de Flávio. Rivais de centro-direita já começaram a se movimentar para capturar o espólio político do bolsonarismo, argumentando que a insistência em um nome fragilizado por investigações entrega vantagem eleitoral direta à esquerda.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Corrida por Prefeitos e Capilaridade no Interior de Pernambuco


A máquina estadual e a oposição correm contra o tempo para atrair lideranças municipais a cerca de 4 meses das convenções partidárias.
Raquel Lyra: A atual mandatária aposta no programa de investimentos e inaugurações.

 Recentemente, a governadora entregou a requalificação da rodovia PE-130, no Agreste, e novas cozinhas comunitárias pelo estado. O capital político administrativo tem rendido frutos: levantamentos apontam a gestora com base de apoio de mais de uma centena de prefeitos.

João Campos: Estrategista da oposição, o ex-prefeito do Recife tem priorizado agendas constantes no Sertão, Zona da Mata e Agreste. Ele tenta "zelar" e expandir seus apoios costurando alianças com vereadores, prefeitos e nomes fortes da política local, como em recentes visitas a municípios como Agrestina e Lajedo.

A polarização precoce reflete a divisão de forças políticas de Pernambuco. Enquanto Raquel foca na vitrine de suas ações administrativas, João Campos tenta capitalizar o histórico de aprovação que obteve na capital e transferir esse potencial de votos para o interior.