segunda-feira, 23 de março de 2026

Mendonça Filho sela apoio a Flávio Bolsonaro em João Pessoa; Pré-candidato cresce nas pesquisas com estilo moderado


Em um movimento estratégico crucial para as eleições de 2026, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE) viajou a João Pessoa para declarar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O encontro reforça a articulação do PL no Nordeste e sinaliza a união das forças de direita em torno do nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para dar continuidade ao seu projeto político.

Após postar fotos ao lado de Flávio Bolsonaro e de lideranças da direita paraibana, como Efraim Filho (pré-candidato ao governo da Paraíba), Mendonça consolidou o apoio de parte da direita pernambucana e nordestina ao nome do senador. 

Flávio Bolsonaro tem intensificado sua pré-campanha, rodando o Brasil para oficializar alianças. A estratégia parece estar gerando frutos: pesquisas recentes do instituto Real Time Big Data e da Atlas/Bloomberg indicam um crescimento significativo de Flávio, mostrando um cenário de empate técnico com o presidente Lula (PT) em eventual segundo turno, com números que indicam a polarização eleitoral acirrada.

Dr. Ruy Barbosa avalia novas alianças em meio a críticas sobre gestão


O cenário político em Bonito volta a ficar agitado com rumores de uma possível nova troca no apoio do prefeito Dr. Ruy Barbosa (PSB) para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Após o rompimento histórico com o deputado Clodoaldo Magalhães, as atenções se voltam agora para a continuidade da parceria com o deputado estadual Antônio Coelho (União Brasil).
Em dezembro de 2024, Dr. Ruy Barbosa oficializou o fim de uma aliança de 16 anos com Clodoaldo Magalhães. A decisão gerou repercussão negativa em setores que lembram a atuação de Clodoaldo na atração de investimentos industriais para a cidade, como as unidades da Yasaki e da Rio Bonito Embalagens, fundamentais para a geração de empregos locais.
Apesar dos anúncios de infraestrutura, o novo mandato de Dr. Ruy enfrenta críticas internas e externas. Relatos apontam uma administração discreta e sem grandes marcos que o projetem politicamente, além de crises pontuais como o rompimento público com o ex-prefeito Gustavo Adolfo. Enquanto a oposição aponta a falta de novos projetos estruturadores, o grupo governista aposta na entrega de asfalto e serviços básicos para tentar consolidar a imagem da gestão até as próximas eleições estaduais.
A possível troca de Antônio Coelho por um novo nome seria a segunda mudança de apoio em um curto espaço de tempo, o que pode sinalizar uma instabilidade na estratégia de articulação política do prefeito.

Bastidores: Especulações sobre Ministério de Teresa Leitão reacendem debate sobre vaga no Senado


Nos bastidores da política pernambucana, a possibilidade de uma reforma ministerial no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua gerando movimentações na bancada federal. Um dos cenários ventilados, que ganha força periodicamente, envolve a ida da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para um ministério, o que abriria vaga para seu primeiro suplente, o ex-deputado federal Silvio Costa (Republicanos).

sábado, 21 de março de 2026

Encurralado por João Campos, PT-PE se prepara para oficializar o "óbvio" em meio a clima de velório


A cúpula petista no estado deve se reunir nos próximos dias para selar a aliança com o prefeito do Recife. Nos bastidores, especialistas ouvidos pelo blog do Willamar apontam que a vaga de Humberto Costa no Senado nasce sob o signo da incerteza, com uma reeleição classificada como "muitíssimo difícil". 
O cenário político em Pernambuco desenhou-se de forma implacável para o Partido dos Trabalhadores. Após as movimentações de Brasília e o lançamento da pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado nesta sexta-feira (20), o que se vê é um PT sem margem de manobra. A articulação de Campos, que trouxe para sua chapa nomes como Marília Arraes (PDT) e Carlos Costa (Republicanos) como vice, deixou a legenda de Lula em uma encruzilhada onde só resta um caminho: aceitar o que já foi decidido por outros. 

A cúpula do PT em Pernambuco marcou uma plenária para o dia 28 de março para definir seu rumo oficial. No entanto, o sentimento interno é de que o encontro servirá apenas para "carimbar" o passaporte na chapa majoritária de João Campos. Mesmo a contragosto de setores que defendiam uma candidatura própria ou uma aproximação com a governadora Raquel Lyra, o partido deve se curvar à estratégia nacional e estadual do PSB.

sexta-feira, 20 de março de 2026

João Campos: “Pernambuco voltará a ser protagonista do Brasil”


Prefeito do Recife oficializa pré-candidatura a governador em ato que reuniu lideranças da Frente Popular

Definindo sua decisão como fruto de um desejo coletivo da Frente Popular e de um chamado da população, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), oficializou, nesta sexta (20), sua pré-candidatura a governador de Pernambuco. O ato político, realizado em um hotel na Zona Sul da capital, mobilizou lideranças políticas, prefeitos e prefeitas de mais de 20 municípios e militantes de todas as regiões do estado. Na ocasião, João Campos reafirmou o projeto liderado por ele como o palanque local do presidente Lula (PT) e prometeu fazer uma caminhada propositiva rumo ao Palácio do Campo das Princesas.

“Vocês vão me ver com paz no coração, para fazer uma campanha limpa, bonita, propositiva, altiva, e a Frente Popular vai vencer as eleições. Pernambuco voltará a ser protagonista do Brasil. Nós seremos os campeões do Nordeste, nós teremos a melhor educação pública do país, vamos ter investimento em saúde, e esse time vai representar a esperança, o sonho, o desejo de um estado melhor. Para tudo isso, vamos pedir a proteção de Deus. Que Deus nos abençoe nessa caminhada. Eu só paro no dia 4 de outubro, com a vitória do povo de Pernambuco”, declarou.

Durante o discurso, João Campos disse que sempre afirmou que a Frente Popular teria candidato a governador e que é chegado o momento de uma nova etapa nesse processo. “Estou aqui para afirmar que aceito esse convite e serei candidato a governador. Serei governador para fazer com que Pernambuco volte a crescer. Vocês vão ver um candidato que vai andar em todas as cidades de Pernambuco. Vou estar na feira, na porta da escola, vou andar esse estado todo”, afirmou.

O prefeito elencou feitos de sua gestão no Recife para demonstrar que terá projetos para levar Pernambuco de volta ao topo. Citou a duplicação de vagas de creche na capital, número que já está próximo de ser triplicado, e criticou o fato de o estado ter saído do pódio das melhores redes públicas de educação. João Campos disse ainda que, enquanto requalificou mais de 70 unidades de saúde e está prestes a inaugurar o Hospital da Criança do Recife, o atual governo não fez entregas nessa área ao longo de quatro anos.

“A gente não pode se contentar com pouco. Pernambuco quer muito mais. Pernambuco pode muito mais. A vida nos cobra a capacidade de agir. Nesses cinco anos e três meses, dediquei minha vida a trabalhar pela cidade, a fazer as coisas com zelo. Então, aqui a gente toma uma decisão coletiva, depois de ter ouvido muita gente dos quatro cantos de Pernambuco. O que nos une é poder construir por Pernambuco um projeto que atenda a expectativa do povo mais sofrido, mais pobre, que nunca teve uma oportunidade de sonhar com a esperança de que amanhã vai ser melhor”, discursou.

Fazendo referências aos exemplos de seu bisavô, Miguel Arraes (1916-2005), e seu pai, Eduardo Campos (1965-2014), o pré-candidato disse que foi testado por perdas precoces e pela necessidade de tomar decisões sobre o futuro de uma cidade no momento mais desafiador da história recente, durante a pandemia de Covid-19. “Passei a vida me preparando para este momento. Meu sentimento é de que tudo isso faz sentido e que eu estou pronto para ser governador de Pernambuco”, disse.

Por fim, o pré-candidato a governador enalteceu os nomes do senador Humberto Costa (PT), pré-candidato à reeleição, de Marília Arraes (PDT), pré-candidata a senadora, e de Carlos Costa (Republicanos), indicado pela Frente Popular para disputar o cargo de vice-governador. Segundo João Campos, esse time representa a unidade em torno de Lula. “Tenho certeza de que essa aliança será fundamental para garantir a reeleição do presidente Lula. A gente tem posição, e eu não abro mão de ter essa posição”, declarou.

O ato contou com a participação da senadora Teresa Leitão (PT), do vice-presidente estadual do PT, Felipe Cury, e de outros representantes do partido. Também estiveram presentes os ministros Silvio Costa Filho (Republicanos), Luciana Santos (PCdoB) e Wolney Queiroz (PDT), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, dirigentes partidários e outras lideranças.

Silvio Costa Filho recua do Senado e foca na reeleição para a Câmara com meta de expandir republicanos


Em uma reviravolta no cenário político de Pernambuco, o ministro Silvio Costa Filho anunciou que não será mais candidato ao Senado nas eleições. A decisão ocorre após semanas de intensa movimentação e diálogos entre as principais forças políticas do estado e do país.

Embora tenha mantido conversas alinhadas com a governadora Raquel Lyra (PSD), que chegou a convidá-lo para compor sua chapa, Silvio Costa Filho optou por permanecer na Frente Popular. O movimento de "volta atrás" foi consolidado após diálogos decisivos com o presidente Lula e o prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A mudança de planos para a Câmara dos Deputados carrega uma meta ambiciosa para o partido em Pernambuco. Com Silvio Costa Filho encabeçando a chapa proporcional, a expectativa do Republicanos é eleger pelo menos quatro deputados federais no estado.

A saída de Silvio da corrida pelo Senado reorganiza a chapa de João Campos, abrindo espaço para novas composições e fortalecendo a aliança entre o PSB e o Republicanos na busca pelo Palácio do Campo das Princesas.

O ministro, que deve deixar o cargo no Governo Federal em abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, foca agora em consolidar sua liderança e expandir a bancada do seu partido em Brasília.

Eduardo da Fonte fica isolado e PP deve perder mais de 400 cargos no governo Raquel Lyra


O cenário político em Pernambuco sofreu uma reviravolta drástica. O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas (PP), enfrenta seu momento de maior isolamento político na atual gestão. Após o que interlocutores chamam de uma "decisão errônea" de movimentação política, o parlamentar perdeu a confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), resultando em uma debandada iminente de seus indicados no governo estadual.

A expectativa nos bastidores é que mais de 400 indicados pelo PP percam seus cargos no Executivo até o final deste mês, consolidando o desconforto entre o deputado e a governadora.
A gota d'água para a quebra de confiança foi a articulação de Eduardo da Fonte para compor a chapa majoritária de João Campos (PSB), sem conversar com a governadora. Raquel Lyra agiu rápido e começou a exoneração de nomes estratégicos indicados pelo PP em órgãos como o Porto do Recife, Detran, Compesa, hospitais, Ceasa e Lafepe. 

A equipe de reportagem da rádio Agreste FM esteve visitando, ontem, prefeitos de pelo menos sete municípios da região. O sentimento dominante entre os gestores é de que a atitude de Raquel Lyra foi "correta" e necessária para a reorganização da base governista. Muitos prefeitos que eram ligados ao PP começam a migrar para a base da governadora, temendo ficar sem recursos e isolados politicamente.

A situação de Eduardo da Fonte piora ao olhar para o outro lado da trincheira política. Segundo deputados ligados ao deputado, a relação com o prefeito do Recife, João Campos, também não é das melhores.

A informação de bastidor é que, após uma reunião com Eduardo, João Campos nem sequer ligou para ele para formalizar que o PP não faria parte de sua majoritária principal, deixando o deputado sem o apoio governista e sem o espaço na oposição. Eduardo chamou a decisão de Raquel de "precipitada", mas o movimento da governadora parece ser irreversível.