A pouquíssimos dias do pleito, a disputa pelo governo estadual entra em sua fase mais crítica, onde a margem para deslizes é praticamente zero. Em uma eleição tão parelha, o tom que domina os bastidores é claro: ganha quem errar menos. E, neste momento, a governadora Raquel Lyra acendeu o sinal de alerta em sua coordenação de campanha ao ver o rival, João Campos, crescer de forma consistente na reta final.
Nova pesquisa Quaest divulgada traz dados alarmantes para o palanque governista que o blog do Willamar Junior fez uma análise. O principal fator de desgaste para Raquel foi sua recente declaração polêmica envolvendo a laqueadura. Embora analistas apontem que a fala não alterou o sentimento geral de voto do eleitorado amplo, o impacto no segmento feminino foi imediato e pode trazer duras consequências nas urnas.
Entre as mulheres, Raquel Lyra registrou uma queda de 4 pontos percentuais. O movimento inverso foi capitalizado por João Campos, que subiu exatamente 4% nesse mesmo grupo geográfico e comportamental. Com essa dança das cadeiras no eleitorado feminino, a diferença geral entre os dois candidatos desabou para apenas 2%, configurando um cenário de empate técnico e extrema indefinição.
Enquanto Raquel demonstra dificuldades para furar o teto e retomar uma trajetória de crescimento, João Campos vive o seu melhor momento na campanha. O candidato da oposição vem em uma curva ascendente que preocupa diretamente o comitê de Raquel, que antes exibia maior tranquilidade com a liderança.
Para consolidar essa reação, a agenda de João Campos ganha um reforço de peso. O candidato recebe o presidente Lula, cujo palanque e popularidade são apostados como o gás que faltava para consolidar a virada de jogo histórica na reta final. A 10 dias da votação, a liderança está em jogo, e qualquer movimento errático definirá o próximo governante.