quinta-feira, 16 de julho de 2026

Clodoaldo Magalhães desafia Federação e mantém apoio a Raquel Lyra


Mesmo com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) oficializando o apoio à candidatura do ex-prefeito João Campos (PSB) ao Governo do Estado no dia 20, o deputado federal Clodoaldo Magalhães, presidente do PV em Pernambuco, deverá seguir ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD).

A decisão de Clodoaldo evidencia um racha interno profundo nos quadros verdes locais. Embora a direção nacional do PT e o comando da federação no estado sigam a orientação de aliança com o PSB, o deputado federal defende que o PV possui autonomia e espaço para manter o palanque da atual governadora.

Internamente, a movimentação cria uma situação de "palanques divididos", onde o PV pernambucano atua na prática como dissidente da própria federação que integra. Para justificar a sua permanência na base aliada governista, o parlamentar tem enfatizado a necessidade de garantir segurança jurídica e espaço eleitoral para os candidatos proporcionais do partido, além de manter o alinhamento com a força política do PSD, legenda que possui forte capilaridade e apoia o projeto nacional do presidente Lula.

Federação Brasil da Esperança define convenção para 20 de julho e PV de Pernambuco projeta chapa forte


A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) confirmou sua convenção conjunta para o dia 20 de julho, em Pernambuco. Sob a liderança do deputado federal Clodoaldo Magalhães, presidente estadual do Partido Verde (PV), a legenda planeja reunir uma base robusta de pré-candidatos para a disputa deste ano.
O evento de homologação oficial das candidaturas consolida o início do calendário oficial. O Partido Verde chega ao pleito em ascensão, buscando fortalecer sua representatividade no estado e garantir palanque para seus quadros.

O deputado Clodoaldo Magalhães tem trabalhado ativamente na articulação de novas lideranças e na interiorização da sigla, consolidando chapas competitivas tanto para as câmaras municipais quanto para a Assembleia Legislativa (Alepe). A expectativa da base aliada é de apresentar nomes com forte apelo popular e potencial de renovação nos municípios pernambucanos.

Com a oficialização das chapas nesta convenção, a sigla do deputado Clodoaldo Magalhães entra em uma nova fase. A expectativa é que o PV fortaleça o palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), mesmo que a nível nacional o PT figure em outras alianças na capital, o que demonstra a autonomia e a pluralidade que a federação tem negociado este ano.

Oposição pensa no futuro, Renata Nunes como alternativa para 2028 enquanto consolida aliança com Raquel Lyra, Joãozinho Tenório e Juliana de Chaparral


Em Agrestina, a política não para e a eleição para o pleito deste ano já está fechada e articulações futuras começam a ganhar força. Enquanto o grupo de oposição apresentou seus nomes para a disputa proporcional, uma ala da oposição ligadas ao meio político apontam que, após as eleições estaduais, o bloco já estuda alternativas de quem poderá assumir a pré-candidatura a prefeito de Agrestina, já que o ex-prefeito Thiago Nunes, ainda enfrenta trâmites judiciais.

Nesse cenário, o nome da ex-primeira-dama Renata Nunes surge nos bastidores como uma candidata natural e um novo fôlego para o grupo opositor. A projeção ganha força à medida que Renata tem acompanhado ativamente o marido em eventos políticos e reuniões com a governadora, o que tem chamado a atenção de correligionários e analistas.

No curto prazo, contudo, a oposição segue unificada e com foco total na chapa majoritária. O grupo fechou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, a base opositora de Agrestina caminha com o deputado estadual Joãozinho Tenório (PSD). Já a representação na Câmara Federal ficará a cargo da prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral, com quem o grupo formalizou aliança.

terça-feira, 14 de julho de 2026

"Dois Pesos e Duas Medidas": Veto de Moraes a Flávio Bolsonaro Reacende Debate Sobre Cartas de Lula no Cárcere


A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de suspender por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou uma forte reação na ala da oposição. O parlamentar classificou a medida como uma "perseguição política, autoritária e desleal". O bloqueio ocorreu após Flávio ler em uma transmissão ao vivo nas redes sociais a chamada "Carta aos Brasileiros", escrita à mão por Jair Bolsonaro. No texto, o ex-presidente pedia unidade aos seus apoiadores e declarava o filho como seu porta-voz oficial na disputa eleitoral.

O episódio trouxe de volta o debate público sobre o princípio da isonomia jurídica. Aliados do clã Bolsonaro criticaram o despacho e apontaram o que chamam de "dois pesos e duas medidas". Eles relembram que, durante os 580 dias em que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, seus advogados e interlocutores leram e divulgaram publicamente dezenas de cartas com forte teor político e eleitoral. Inclusive mensagens que oficializaram Fernando Haddad como o candidato do PT na campanha de 2018. 

Para o ministro Alexandre de Moraes, o ato de Flávio Bolsonaro configurou um claro desvio de finalidade do direito de visita previsto na Lei de Execução Penal. O magistrado argumentou que o senador utilizou o momento familiar para obter o documento e utilizá-lo como instrumento de promoção política e propaganda eleitoral antecipada.

Humberto Costa Atrai 60 Prefeitos de Raquel Lyra e Detona Crise na Base Governista


A temperatura política em Pernambuco atingiu o ponto de fervura máximo. O senador Humberto Costa (PT) balançou as estruturas do Palácio do Campo das Princesas ao anunciar uma dissidência em massa: 60 prefeitos que integram a base aliada da governadora Raquel Lyra decidiram fechar apoio à sua reeleição para o Senado Federal.

O movimento estratégico consolida a força capilar do petista e expõe a vulnerabilidade do grupo governista, que ainda patina para pacificar e definir os nomes que ocuparão as vagas da sua chapa majoritária.

Para os pré-candidatos ao Senado que orbitam o Palácio, o anúncio teve o impacto muito grande. Faltando menos de três meses para a votação, o cronograma é o maior inimigo dos aliados da governadora.

Analistas políticos avaliam que o movimento dos gestores municipais é um reflexo direto da demora de Raquel Lyra em fechar o desenho de sua chapa. No jargão político, "espaço vazio se ocupa". Diante da falta de diretrizes firmes e de nomes consolidados pelo governismo, Humberto Costa agiu rápido nos bastidores, oferecendo o peso do Partido dos Trabalhadores e do governo federal como porto seguro para os prefeitos que buscam parcerias e recursos para suas cidades.

Mesma data, locais diferentes: A disputa entre Raquel e João Campos atinge o clímax no Recife


O foco da disputa pelo governo do estado está centrado na atual governadora Raquel Lyra (PSD) e no ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). Curiosamente, ambos os partidos agendaram seus eventos para o mesmo fim de semana, movimentando a capital pernambucana: 

João Campos (PSB): Convenção nos dias 1º e 2 de agosto no Clube Internacional (bairro da Madalena). O político participará apenas do primeiro dia (1º), pois viajará a São Paulo no dia 2 para a oficialização da candidatura de Lula (PT) à reeleição. 

Raquel Lyra (PSD): Convenção nos dias 1º e 2 de agosto no Clube Português (área central do Recife). Diante da ausência do adversário no estado, a governadora deve concentrar suas atenções e discursos no palanque do domingo (2).

Catende vira palco de guerra política entre Raquel Lyra e João Campos com de olho em 2028


A disputa eleitoral deste ano em Catende promete incendiar os bastidores políticos locais. O município virou o cenário de um embate direto entre duas das maiores forças políticas de Pernambuco.

Bloco da Prefeita: Dona Graça lidera a oposição interna marchando com a governadora Raquel Lyra e o seu deputado France Harcker.

Bloco do Vice: Rinaldo Barros rompe o alinhamento e traz o prefeito do Recife, João Campos, e os pré-candidatos a estadual Lara Santana e deputado federal Gabriel Porto.

O Objetivo Imediato do vice Rinaldo Barros é medir forças nas urnas para eleger o candidato majoritário na cidade este ano. Para consolidar liderança e acumular capital político focado na sucessão municipal de 2028.