sexta-feira, 10 de julho de 2026

Raquel Lyra cresce, reduz vantagem de João Campos e acirra disputa em Pernambuco


O Paraná Pesquisas realizou novo levantamento sobre a sucessão do Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 46,8%, contra 42,5% do ex-prefeito João Campos (PSB) e 1,3% do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL). Outros 6,1% votariam branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 3,4% não souberam ou não responderam.

Embora seja um cenário de empate técnico, o momento é completamente diferente da última pesquisa divulgada pelo instituto, no dia 22 de dezembro de 2025. Naquele momento, o socialista tinha 53,1% de preferência, contra 31% da governadora. O vereador Eduardo Moura (Novo), que saiu da disputa e declarou apoio a Raquel, tinha 3,9%, e Ivan Moraes 0,9%.

O instituto também mediu a aprovação da governadora, que aparece com 65,7% nesse quesito e 31,4% de desaprovação – outros 2,9% não opinaram. Em dezembro, eram 55,4% de aprovação e 40,8% de desaprovação, uma variação positiva superior a 10 pontos percentuais.

A governadora também contabiliza 48,6% de ótimo e bom (em dezembro eram 37,6%), e 19,7% de ruim e péssimo (eram 30,5% no último levantamento).

A rejeição a Raquel também foi a menor entre os pré-candidatos. Ao todo, 21% dos entrevistados disseram que não votariam na governadora de jeito nenhum. João Campos registrou 25,4% nesse quesito, e Ivan Moraes 39,5%.

O Paraná Pesquisas ouviu 1.500 eleitores de 58 municípios pernambucanos entre os dias 7 e 9 de julho. A margem de erro é de 2,6%, e o grau de confiabilidade é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo União Brasil.

Grupo de oposição liderado por Alexandre Neto deve fechar hoje apoio ao deputado Silvio Costa em Belém de Maria


Em Belém de Maria ganha novos e decisivos contornos a partir de hoje. O deputado federal Silvio Costa Filho, recém-indicado para assumir a liderança da Maioria na Câmara dos Deputados, está consolidando a ampliação de suas bases aliadas na região e deve oficializar um reforço de peso nas próximas horas. 

O grupo de oposição do município de Belém de Maria, capitaneado pelo ex-presidente da Câmara e expressivo líder político local, Alexandre Neto, está de malas prontas para marchar ao lado do parlamentar. A informação de que as conversas de bastidores já estavam avançadas foi antecipada pelo Blog do Willamar Junior, um dos canais mais influentes da cobertura política na região.

A união entre Silvio Costa e Alexandre Neto não chega a ser uma surpresa total para quem acompanha a dinâmica local, mas representa um movimento estratégico fulminante. Na eleição passada, Silvio Costa já havia demonstrado sua força na cidade ao figurar como o candidato majoritário em votos, garantindo uma penetração expressiva no eleitorado local.

Nem apoio majoritário de prefeitos garante Fernando Dueire na chapa de Raquel Lyra


O cenário político para a montagem da chapa majoritária governista ganha contornos dramáticos e expõe os limites do pragmatismo eleitoral. Apesar de o senador Fernando Dueire (PSD) ter consolidado uma base impressionante de apoio, com o endosso de mais de 100 dos 184 prefeitos do estado, sua candidatura à reeleição enfrenta sérios obstáculos de bastidores.

Segundo fontes ligadas ao Blog do Willamar Júnior, embora Dueire seja tido como o "candidato do coração" da governadora Raquel Lyra (PSD), uma condição rígida foi colocada na mesa de negociações: a vaga só estará assegurada caso Raquel abra uma vantagem de pelo menos 10 pontos percentuais sobre o seu principal adversário na disputa pelo Governo do Estado, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Diante de uma eleição que promete ser decidida voto a voto, o núcleo político do Palácio do Campo das Princesas avalia que a chapa não pode se dar ao luxo de escolher nomes baseando-se apenas na preferência pessoal da governadora.

Republicanos de PE ignora rumo nacional e mantém palanque com a Frente Popular



Em meio às articulações da Executiva Nacional do Republicanos em Brasília — que tem discutido uma aliança com o PL de Flávio Bolsonaro —, o cenário político em Pernambuco segue inalterado. O presidente estadual da legenda, Silvio Costa Filho, emitiu comunicado oficial reforçando que o diretório regional continuará no palanque do presidente Lula (PT) e do pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB). 

Segundo o parlamentar, as composições estaduais estão preservadas, uma vez que a legislação permite divergências de palanques entre os âmbitos federal e regional. "Independentemente da posição que a Executiva Nacional venha tomar, em Pernambuco – como sempre fizemos – estaremos votando no presidente Lula e no pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos", afirmou o ex-ministro em nota. 

O posicionamento do presidente estadual garante a estabilidade da chapa majoritária encabeçada por João Campos. O atual projeto da Frente Popular conta com Carlos Costa — irmão de Silvio Costa Filho e filiado ao Republicanos — como pré-candidato a vice-governador.

Estratégia de reeleição faz Lula recuar de palanque presencial em Pernambuco, diz dirigente do PT


O cenário eleitoral em Pernambuco ganhou contornos de forte pragmatismo nacional. Apesar do recente vídeo gravado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarando apoio formal à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado, a presença física do chefe do Executivo federal nos palanques pernambucanos está praticamente descartada para o primeiro turno. A avaliação foi externada pelo presidente do PT no Recife, Osmar Ricardo, que aponta a necessidade de o presidente manter a neutralidade regional para garantir pontes políticas futuras e focar seus esforços onde o cenário nacional é mais crítico.

A decisão reflete o acirramento da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas. Levantamentos recentes indicam um cenário de empate técnico entre o ex-prefeito socialista e a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), que consolidou sua aprovação nos últimos meses. Diante dessa polarização entre duas forças que orbitam a base de apoio do governo federal, a ordem em Brasília é evitar um desgaste desnecessário em um estado onde Lula historicamente já possui ampla vantagem eleitoral.

RAQUEL LYRA REÚNE EDUARDO DA FONTE E MIGUEL COELHO NO PALÁCIO, MAS CHAPA AO SENADO SEGUE SEM DEFINIÇÃO


A governadora Raquel Lyra comandou uma intensa rodada de negociações políticas no Palácio do Campo das Princesas. O objetivo principal foi destravar a composição da chapa majoritária para o Senado. A chefe do Executivo estadual recebeu, em agendas consecutivas, o deputado federal Eduardo da Fonte, principal cacique do PP no estado, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil).

A movimentação no Recife ocorre imediatamente após uma semana de conversas frustradas em Brasília. A governadora tentou, sem sucesso, selar um acordo definitivo com as cúpulas nacionais dos partidos na capital federal. Diante do travamento das negociações no plano federal, Raquel Lyra chamou os líderes locais para o diálogo direto na tentativa de conciliar os interesses de duas das maiores forças políticas de sua base aliada.

Durante os encontros, a governadora ouviu atentamente as demandas e posicionamentos de Eduardo da Fonte e de Miguel Coelho. Ambos os grupos políticos reivindicam espaços de destaque e protagonismo na chapa majoritária.

 Apesar da expectativa por um anúncio, a reunião terminou sem fumaça branca. Raquel Lyra saiu do encontro sem anunciar os nomes escolhidos, mantendo o suspense sobre o desenho final da composição.

A expectativa de interlocutores e dos próprios partidos aliados é de que a governadora anuncie a decisão oficial sobre a chapa majoritária até a próxima semana.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A três meses das eleições, oposição em Panelas vive cenário de incerteza e busca por liderança após o sumiço político de seu principal articulador, o ex-vice-prefeito Genilson Lucena.


A indefinição toma conta dos bastidores políticos no município de Panelas, no Agreste de Pernambuco. Faltando apenas três meses para o pleito eleitoral, o grupo oposicionista local ainda não apresentou uma estratégia clara ou nomes definidos para a disputa.

O silêncio do bloco tem gerado questionamentos entre os próprios correligionários e apoiadores. A principal dúvida que ecoa nos bastidores é sobre como a oposição irá se comportar e se articular formalmente sem o comando de sua principal figura de bastidor nos últimos anos.
Genilson Lucena, ex-vice-prefeito da cidade, foi o grande responsável por reorganizar as forças de oposição em Panelas nas últimas duas eleições consecutivas. No entanto, neste ano eleitoral, ele saiu de cena localmente, criando um vácuo de liderança.

Sem uma definição clara se Genilson Lucena vai deixar a política de Panelas definitivamente para trás, o bloco de oposição corre contra o relógio. O grupo precisa encontrar um novo rumo ou uma nova liderança expressiva se quiser apresentar uma candidatura competitiva para enfrentar o grupo do prefeito Ruben Lima que vem trabalhando muito.