quinta-feira, 12 de março de 2026

Álvaro Porto no MDB e o Impasse por uma Legenda sem Comando

A política de Pernambuco foi sacudida nesta semana com a oficialização da filiação do presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), Álvaro Porto, ao MDB. O movimento, selado em Brasília ao lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), e do presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, coloca Porto em uma posição estratégica, mas cercada de incertezas jurídicas e partidárias.
O Nó Jurídico e a Falta de Chapa
O principal desafio de Álvaro Porto é a instabilidade do diretório estadual. O MDB de Pernambuco vive mais uma vez uma batalha judicial pelo comando:
Comando em Disputa: Atualmente, a legenda está sob a presidência de Raul Henry, mas o resultado da convenção que o reconduziu ao cargo foi alvo de suspensão judicial.
Inexistência de Chapa: Até o momento, o partido não possui uma chapa estruturada para as eleições de 2026, o que torna o ingresso de uma liderança do peso de Porto um movimento de alto risco ou de extrema confiança em um acordo de bastidor.
Cartas na Manga e Alinhamentos Opostos
Nos bastidores da Alepe, comenta-se que Álvaro Porto não entraria no "barco" sem garantias. Especula-se que ele possa ser o nome para ocupar a vaga de vice em uma chapa majoritária oposicionista liderada por João Campos.
No entanto, a chegada de Porto cria um "curto-circuito" interno:
A "Ala Raquel": O senador Fernando Dueire e o deputado estadual Jarbas Filho (Jarbinha) estão fortemente alinhados com a governadora Raquel Lyra.
O Destino da Família Porto
Apesar da migração do pai, as informações de bastidores indicam que Álvaro Porto deve adotar uma estratégia de "ovos em cestas diferentes". Seu filho, que também atua na política regional, não deve acompanhá-lo ao MDB neste primeiro momento, possivelmente para manter pontes com outras legendas e garantir a sobrevivência do grupo político familiar independentemente do desfecho judicial da sigla.
A movimentação de Álvaro Porto é, acima de tudo, um fortalecimento do projeto político de João Campos em Pernambuco, visando o embate direto contra o Palácio do Campo das Princesas em 2026. Resta saber se a justiça dará ao MDB a estabilidade necessária para que esse "jogo" faça sentido nas urnas.

Tensão no ar: Presidente do PDT conversa com Raquel Lyra e base de João Campos "levanta a orelha"


A política pernambucana entra em ritmo frenético nos próximos quinze dias. Com a janela partidária para quem pretende disputar as eleições deste ano prestes a se fechar, a movimentação de bastidores ganha contornos de alta tensão. A notícia de que a cúpula nacional do PDT, partido que caminha para filiar a ex-deputada Marília Arraes, está em Pernambuco para conversar com a governadora Raquel Lyra (PSD) gerou desconforto imediato na base do prefeito do Recife, João Campos (PSB). 

A conversa, considerada estratégica, indica que o PDT busca viabilizar a candidatura de Marília ao Senado em 2026 e, para garantir o palanque mais vantajoso, não descarta aliança com a atual governadora, em detrimento do campo da Frente Popular, liderado por João Campos.

A "orelha levantada" na turma do PSB
A base de João Campos, que já se considerava consolidada para 2026, viu sua estratégia ser sacudida. Marília Arraes, que lidera pesquisas de intenção de voto para o Senado, é vista como um ativo eleitoral valioso. A possível ida de Marília para o PDT e sua aproximação com Raquel Lyra cria um cenário onde a ex-deputada pode oficializar sua pré-candidatura ao Senado pela oposição à Frente Popular.

"Na política, nada é impossível", comenta um aliado próximo ao PSB, sinalizando a preocupação com o "recall" eleitoral de Marília, que obteve votações expressivas em 2020 e 2022.

O Tempo da Janela Partidária
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, sinalizou que o partido quer Marília Arraes no PDT e que a união com Raquel Lyra é uma opção real, caso a composição com João Campos não garanta a vaga ao Senado com a segurança que a ex-deputada deseja. 

Marília Arraes, por sua vez, intensifica conversas internas e projeta sua candidatura ao Senado com ou sem o apoio oficial do grupo de João Campos, antecipando uma possível ruptura na chapa que governou o estado por anos.
Enquanto isso, nos bastidores, a ordem é uma só: "aproveitar a janela" para garantir o melhor posto antes que as chapas sejam definitivamente fechadas.

Beto do Sargento busca novos investimentos para Belém de Maria em agenda na capital


Com o foco em garantir melhorias contínuas para o município, o prefeito de Belém de Maria, Beto do Sargento, cumpriu agenda oficial na capital pernambucana nesta quarta-feira, 11 de março de 2026. Acompanhado pelo Assessor Especial da Casa Civil, Rolph Casale, o gestor buscou reforçar parcerias políticas para destravar demandas de infraestrutura e desenvolvimento social.

Parceria com a Senadora Teresa Leitão
A agenda teve início com uma audiência no gabinete da Senadora Teresa Leitão. Durante o encontro, Beto do Sargento destacou a importância de projetos conjuntos entre o governo federal e a prefeitura. Assuntos de grande relevância, focados no desenvolvimento estrutural da cidade, foram debatidos, buscando recursos para a continuidade das ações que visam elevar a qualidade de vida dos munícipes.

Solicitações Atendidas na ALEPE
Na sequência, o prefeito se reuniu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) com o deputado estadual France Hacker. A reunião foi focada em solicitações diretas para melhorias na infraestrutura urbana e, principalmente, na zona rural. Segundo o prefeito, as demandas apresentadas ao gabinete do deputado foram prontamente atendidas, demonstrando sintonia entre o executivo municipal e o legislativo estadual.

A agenda no Recife reforça a postura da gestão de Beto do Sargento de buscar diálogo e parceria com as bancadas estadual e federal para acelerar o desenvolvimento local.

quarta-feira, 11 de março de 2026

ESA-PE lança Seminário Itinerante de Direito Eleitoral para capacitar advocacia e sssessores no ano das eleições

Em um ano eleitoral marcado por desafios tecnológicos e mudanças regulatórias, a Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE) deu início ao seu Seminário Itinerante de Direito Eleitoral. A iniciativa visa preparar advogados e advogadas para atuar com precisão em um cenário onde "não é só disputa, é estratégia e cuidado jurídico".
Foco no Agreste e Interior
Uma das etapas confirmadas do seminário ocorre na sede da OAB Caruaru, com programação prevista para os dias 18 e 19 de março de 2026, das 18h30 às 21h35. O formato itinerante busca descentralizar o conhecimento, levando especialistas para diversas subseccionais do estado.
Pautas Prioritárias
O seminário aborda temas críticos para o sucesso de candidaturas e a lisura do pleito:
Calendário Eleitoral e Janela Partidária: Datas fundamentais para a troca de partidos e desincompatibilização.
Pré-campanha: Orientações claras sobre o que é permitido e o que pode configurar propaganda antecipada.
Condutas Vedadas: Alerta para agentes públicos sobre limites legais no exercício da função durante o ano eleitoral.
Crimes Eleitorais e Desinformação: Estratégias para combater o uso indevido de Inteligência Artificial e a propagação de fake news.
Serviço:
Evento: Seminário Itinerante de Direito Eleitoral ESA-PE
Inscrições: Disponíveis no site oficial da ESA-PE.
Público-alvo: Advogados, pré-candidatos, assessores jurídicos e estudantes de Direito.

Trump envia emissário para visitar Bolsonaro na prisão e acende alerta no Palácio do Planalto


Em um movimento que eleva a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o governo de Donald Trump enviou um mensageiro oficial para se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso no Complexo da Papudinha. A visita, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em 10 de março de 2026, é vista por aliados do presidente Lula como uma interferência direta na soberania nacional e uma tentativa de fortalecer a narrativa de "perseguição política".

Impacto e Preocupação no Governo Lula
Aliados do presidente Lula no Congresso e no Itamaraty demonstram preocupação com o simbolismo do encontro. Os principais pontos de alerta são:
Pressão Externa: Trump já classificou a prisão de Bolsonaro como uma "caça às bruxas" e impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros como forma de retaliação política.

Soberania Jurídica: O governo brasileiro, através de artigos e declarações, tem reforçado que a democracia do país "não está à venda" e que as decisões judiciais seguem o devido processo legal.

Mobilização da Direita: A presença de um enviado de Washington na prisão serve como combustível para a base bolsonarista, que vê em Trump o "último recurso" para a libertação de seu líder.

A "Camaleônica" Movimentação de Eduardo da Fonte Treme o Palácio e Agita a Oposição em Pernambuco


A política pernambucana vive dias de intensa movimentação nos bastidores, com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) mais uma vez no centro do tabuleiro para as eleições de 2026. Conhecido por sua habilidade em transitar entre lados opostos – um verdadeiro "camaleão" da política local –, Dudu da Fonte, como é conhecido, tem causado preocupação no Palácio do Campo das Princesas devido à sua aproximação com o grupo do prefeito do Recife, João Campos (PSB), e com o senador Humberto Costa (PT).

A "Incerteza" de Eduardo e o Risco para o Governo
Embora o PP, sob o comando de Eduardo da Fonte, mantenha conversas e alianças com a governadora Raquel Lyra (PSDB), fontes ligadas ao grupo governista demonstram temor de que a parceria não resista até julho. A habilidade de Eduardo da Fonte em negociar com o PSB de João Campos — que lidera as pesquisas para o governo — coloca em risco a estabilidade do grupo da governadora, que corre o risco de perder uma força significativa em sua base. O, deputado tem navegado entre os polos divergentes, o que aumenta a apreensão no palácio.

Apoio Evangélico e o "Voo Alto" para o Senado
A movimentação de Eduardo da Fonte não é em vão. Ele fortaleceu sua pré-candidatura ao Senado Federal com um apoio de peso: a igreja Assembleia de Deus Brás anunciou apoio ao seu projeto político. Com alta interlocução no segmento evangélico e apoio popular em diversas regiões, Dudu da Fonte consolida seu nome para uma das vagas ao Senado, um projeto que ele admite ser "natural" diante da força de seu grupo. 

O Tempo Dirá
Como é sabido no meio político pernambucano, Eduardo da Fonte é um jogador profissional, capaz de mudar de cor no último momento, caso o cenário traga vantagens estratégicas. Por ora, ele mantém as conversas intensas com o grupo de João Campos e Humberto Costa, ao mesmo tempo em que a governadora tenta manter a "parceria sólida" com o Progressistas. O xadrez de 2026 em Pernambuco está longe de ser definido, mas Eduardo da Fonte já posicionou suas peças para, possivelmente, alçar voos muito mais altos.

Raquel Lyra retoma comando do PSDB em PE e coloca Ruben Júnior na presidência; Álvaro Porto vai para o MDB


Movimentação estratégica na janela partidária de 2026 reorganiza o xadrez político pernambucano, consolidando o controle da governadora sobre o ninho tucano e empurrando o presidente da Alepe para a base de João Campos.

 – Em uma reviravolta de alto impacto na política pernambucana, a governadora Raquel Lyra (que se filiou ao PSD recentemente, conforme movimentações de 2025/2026) recuperou o comando do PSDB em Pernambuco. A sigla, que estava sob o controle do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, foi assumida por Ruben Júnior, braço direito da governadora. 

O Fim da Era Porto no PSDB 
A saída de Álvaro Porto do PSDB encerra um longo período de tensões internas e embates públicos entre o deputado e a governadora, especialmente após a escalada de críticas de Porto à gestão de Raquel em 2025. Porto, que já vinha se distanciando da base governista, anunciou sua filiação ao MDB, partido que tende a reforçar o palanque de oposição, liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), para 2026.

A "Reconstrução" com Ruben Júnior
Ruben Júnior, nome de extrema confiança de Raquel Lyra, assumiu a presidência estadual do PSDB com o objetivo de reconstruir a base tucana com foco na reeleição da governadora em 2026. Ao assumir, Ruben destacou que as palavras de ordem são "resgatar e reconstruir", devolvendo o PSDB para a órbita de influência direta da governadora.

Jogo de 2026
A mudança consolida um rearranjo claro para as eleições majoritárias de 2026:
Raquel Lyra concentra forças no PSD (seu novo partido) e garante o PSDB como sigla aliada de confiança.

Álvaro Porto oficializa sua aliança com o grupo de João Campos (PSB) através do MDB.
As movimentações ocorrem no contexto da janela partidária, que termina no início de abril, e prometem reformular a base de prefeitos e deputados no estado.