terça-feira, 7 de julho de 2026

PL-PE adia lançamento de pré-candidatura de Silvio Nascimento ao Senado após imprevisto com Flávio Bolsonaro


O Partido Liberal de Pernambuco (PL) anunciou o adiamento do evento de lançamento da pré-candidatura de Silvio Nascimento ao Senado Federal. A agenda, que estava marcada para esta quinta-feira (9) na capital pernambucana, precisou ser postergada devido a um compromisso internacional do senador Flávio Bolsonaro, principal liderança nacional esperada no ato.

O anúncio foi feito pelo diretório estadual do partido por meio de nota oficial publicada nas redes sociais.

De acordo com o comunicado do PL, Flávio Bolsonaro cumpre agenda externa e teve sua permanência estendida fora do país. "Como é de conhecimento público, o senador encontra-se nos Estados Unidos e permanecerá no país por mais um dia, o que inviabiliza sua presença no Recife na data prevista", justificou a legenda.

O evento com Silvio Nascimento e lideranças da direita local deve ganhar uma nova data assim que a agenda com a comitiva nacional for reorganizada. O partido informou que os novos detalhes do lançamento serão divulgados nos próximos dias.

Filho do prefeito de Garanhuns, Cayo Albino assume mandato definitivo na Alepe após morte de Waldemar Borges


A morte do deputado estadual Waldemar Borges, confirmada no último sábado (5), oficializa uma mudança definitiva na composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Com o falecimento do parlamentar, o deputado Cayo Albino passa a exercer o mandato em caráter definitivo até o fim da atual legislatura.

Cayo Albino já ocupava a cadeira na Casa em razão da licença médica de 180 dias concedida a Waldemar Borges para tratamento de saúde.
Com a morte do deputado, a vaga deixa de ser temporária e passa a ser ocupada permanentemente pelo parlamentar socialista.
Filho do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, vai tentar uma reeleição contando com o apoio do pai, que tem convencido prefeitos a apoiar seu filho.

Bastidores em Panelas: Ex-vice-prefeito Lourinho ressurge ao lado de Raquel Lyra e sinaliza apoio a Joãozinho Tenório


O ex-vice-prefeito e líder político de Panelas, Lourinho, quebrou o silêncio político e reapareceu no cenário estadual ao lado da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e do deputado estadual Joãozinho Tenório. O encontro, ocorrido em um evento oficial do Governo de Pernambuco, agitou os bastidores políticos do município e promete movimentar a sucessão municipal este ano. 

A aparição conjunta não foi apenas protocolar. Durante o ato, a chefe do executivo estadual assinou ordens de serviço fundamentais para a região Raquel Lyra, com destaque para o projeto de requalificação da rodovia PE-158, uma via de extrema importância que liga Panelas a Cruzes, Jurema e Calçados. As lideranças também debateram avanços no abastecimento de agua.

O impasse entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte trava decisões


O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, tem feito apelos diretos à governadora Raquel Lyra para que ela intervenha e garanta a ele a vaga de candidato ao Senado na sua chapa. Na visão do líder do União Brasil, a decisão sobre quem compõe a chapa majoritária deve ser da própria gestora, e não das cúpulas partidárias. 

A disputa centraliza-se contra o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que recentemente teve seu nome aprovado como pré-candidato ao Senado pela executiva estadual da federação União Progressista. Nos bastidores, Miguel Coelho culpa Eduardo da Fonte de não ter deixado claro, na convocação oficial da reunião, que a escolha do nome ao Senado seria deliberada no encontro.

Procurando destravar o cenário local, a governadora acionou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para intermediar a questão. No entanto, a margem de manobra de Kassab é limitada pelas próprias regras do jogo.
Por se tratar de uma federação entre o PP e o União Brasil, o estatuto exige decisões conjuntas. O comando nacional é dividido igualmente: 50% de poder de decisão para Ciro Nogueira (pelo PP) e 50% para Antonio Rueda (pelo União Brasil). Pelo regramento, qualquer alteração na indicação local precisa do aval mútuo dessas duas lideranças nacionais.

O imbróglio entra em contagem regressiva. A convenção que oficializará a candidatura de Raquel Lyra à reeleição está prevista para o dia 02 de agosto, e a pressão nos bastidores segue para definir a chapa antes dos prazos regimentais.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Caruaru corre o risco de ficar sem representação na ALEPE


O maior colégio eleitoral do Agreste de Pernambuco enfrenta um cenário preocupante para o pleito deste ano. A possibilidade de Caruaru não eleger um representante direto para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) acendeu o sinal de alerta nos bastidores políticos da região.

Uma das principais apostas para reverter esse quadro era o ex-prefeito Zé Queiroz (MDB). No entanto, o ritmo atual de sua pré-campanha tem gerado dúvidas sobre a viabilidade de sua postulação.

Mirando o seu sexto mandato como deputado estadual, Zé Queiroz adotou uma estratégia de movimentação partidária expressiva, trocando o PDT pelo MDB. O objetivo da mudança era encontrar uma legenda com melhores condições e quociente eleitoral favorável.

Apesar da troca, a pré-campanha ainda não ganhou o fôlego esperado. Analistas apontam alguns fatores críticos:
Desgaste político: O peso de derrotas eleitorais recentes na cidade.

Perda de bases: A desarticulação de antigos apoios no município que ele governou por quatro vezes.

Campanha discreta: Uma movimentação de rua e de bastidores menos intensa do que em anos anteriores.

Outro ponto que chama a atenção de observadores políticos é a dificuldade de expansão para fora dos limites de Caruaru. Mesmo contando com a forte influência de seu filho, o ministro Wolney Queiroz, o ex-prefeito não tem conseguido consolidar bases expressivas nas cidades vizinhas do Agreste.

Sem o apoio consolidado desses municípios vizinhos, a dependência exclusiva dos votos locais aumenta consideravelmente o risco da candidatura.

João Campos nacionaliza o debate, e Raquel Lyra tenta isolar adversário no palanque lulista


Com a proximidade do pleito, a corrida pelo Governo de Pernambuco entrou em uma fase de polarização explícita. De um lado, João Campos (PSB) adotou a estratégia do "tudo ou nada" e, com o aval do presidente Lula, busca nacionalizar a disputa ao colar a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD) ao bolsonarismo. De outro, a atual gestora tenta manter a base coesa elogiando o presidente, mas sem se expor a um embate ideológico direto.

O ex-prefeito do Recife, João Campos, joga todas as suas fichas na aliança consolidada com o PT e na popularidade do presidente Lula no estado. Em um movimento agressivo para assumir a dianteira, Campos tem intensificado viagens ao interior e discursos incisivos, rotulando sua principal opositora como a candidata alinhada ao campo da extrema-direita e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia ganhou forte fôlego quando o próprio presidente Lula declarou apoio à pré-candidatura do socialista. Com o endosso oficial, o PSB tenta bloquear qualquer tentativa de Raquel Lyra de dividir o palanque governista e tenta forçar a barra para que a eleição estadual seja um reflexo do cenário nacional, onde o lulismo domina o eleitorado pernambucano.

A três meses das eleições, disputa em Pernambuco vira um voto a voto entre grupos de Raquel Lyra e João Campos após reviravolta no futebol


O apito final que decretou a derrota do Brasil nos gramados acendeu, de forma imediata, o sinal verde para o início oficial de outra disputa de alta voltura: as eleições gerais desse ano.

 Faltando exatamente três meses para o eleitor ir às urnas, a corrida por apoios políticos em Pernambuco ganhou ritmo de maratona. Nos bastidores, a avaliação é unânime: este ano promete uma das eleições mais competitivas da história recente do estado, onde cada voto será disputado palmo a palmo.

Com o encerramento das atenções voltadas ao esporte, as lideranças partidárias agora jogam todas as suas fichas na montagem de palanques e na conquista de bases no interior e na Região Metropolitana. O grande termômetro dessa força política será o tamanho da bancada que cada grupo conseguirá eleger para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

As principais pesquisas de intenção de voto desenham um cenário de profunda polarização no estado, dividindo o mapa político em duas grandes forças motrizes;

• O Bloco Governamental: De um lado, os deputados e candidatos que marcham sob a liderança da governadora Raquel Lyra (PSDB). A chefe do Executivo estadual busca consolidar sua base para garantir governabilidade e demonstrar a força de sua gestão.

• A Frente de Oposição: Do outro lado, o grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), que tenta expandir sua influência para além da capital, costurando uma robusta rede de aliados em todas as regiões do estado.