Um vídeo gravado em 2025 voltou à tona e transformou o cenário político de Pernambuco a poucos dias da eleição. O registro, feito durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, mostra a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugerindo a realização de uma laqueadura sem o conhecimento da paciente. O episódio gerou forte onda de repúdio e obrigou a gestora a se pronunciar oficialmente.
No vídeo que circulou massivamente nos maiores veículos de imprensa do estado, uma mulher que aparenta ser funcionária da unidade de saúde relata à comitiva governamental o caso de uma paciente que estaria grávida novamente e que já possui sete filhos.
Logo em seguida, Raquel Lyra responde:
“Mas faz sem ela saber! Vai!”
A declaração gerou indignação imediata, uma vez que a realização de procedimentos médicos invasivos e de esterilização sem o consentimento livre e esclarecido da paciente viola os direitos humanos, os direitos reprodutivos e a legislação brasileira.
O vazamento ocorreu em um momento crítico da disputa eleitoral, tornando-se o principal alvo de críticas por parte de adversários políticos e de movimentos de defesa dos direitos das mulheres. Entidades ligadas à saúde pública e aos direitos humanos classificaram a fala como "grave desrespeito à autonomia feminina" e "violação ética".
Diante da crise política estabelecida, a governadora utilizou suas redes sociais oficiais para tentar conter os danos à sua imagem. Em um vídeo direcionado ao eleitorado feminino, Raquel Lyra admitiu o erro e pediu desculpas pelo ocorrido.
O caso segue sob forte debate entre analistas políticos, que avaliam o tamanho do impacto do episódio nas urnas nesta reta final de campanha.






