O cenário político brasileiro caminha para as eleições presidenciais sob a marca de um profundo ceticismo. Com uma parcela expressiva da população demonstrando apatia e falta de crença nas estruturas partidárias tradicionais, o debate eleitoral vê-se novamente tensionado pelo recall de antigos escândalos e pela forte rejeição que acompanha os dois principais polos da disputa. De um lado, a candidatura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de outro, a do senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos frequentemente alvejados por adversários devido a episódios de corrupção e investigações que marcaram suas trajetórias e de seus respectivos grupos políticos.
É nesse vácuo deixado pela fadiga da polarização radical que o médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo partido Avante, vem tentando se posicionar como uma espécie de "tábua de salvação" ou terceira via viável. Sem nunca ter disputado cargos eletivos anteriores, Cury adota a postura de um outsider que promete romper com o tradicional "fisiologismo" e os "arrumadinhos" que historicamente moldaram as coalizões em Brasília.
Apesar de ser um nome novo na prática político-partidária, Augusto Cury carrega uma densidade de imagem pública consolidada por décadas como o psiquiatra mais lido do mundo, acumulando mais de 40 milhões de livros vendidos. Essa notoriedade prévia tem sido o combustível para o seu forte desempenho nas redes sociais, onde suas publicações registram picos expressivos de engajamento e buscas na internet após sua participação no primeiro debate televisivo na Band.






