quarta-feira, 27 de maio de 2026

A Batalha por Pernambuco: O Pragmatismo de Raquel Lyra contra a Fidelidade de João Campos


A corrida rumo ao Palácio do Campo das Princesas desenha um dos cenários políticos mais complexos do Nordeste. No centro do tabuleiro eleitoral, a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge como o principal ativo disputado por duas forças de pesos equivalentes, mas com movimentos táticos opostos: a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). Enquanto Raquel aposta no equilíbrio institucional e no aceno ao eleitorado de centro, João Campos joga todas as suas fichas no alinhamento irrestrito à esquerda.

A governadora mantém a essência da estratégia que a elegeu em 2022: evitar a partidarização extrema e focar em entregas administrativas.
Pragmatismo Federativo: Raquel adota um discurso de extrema gratidão institucional a Lula, elogiando as parcerias financeiras e obras federais liberadas para Pernambuco.

Recém-saído da prefeitura da capital para disputar o governo do Estado, João Campos subiu o tom da lealdade partidária.

Fidelidade Declarada: Campos se autointitula publicamente como um "soldado do presidente Lula", vinculando intrinsecamente sua imagem à do líder petista.

Com nova estratégia para as eleições, irmãos Ferreira consolidam bases para ampliar força do PL em PE


A família Ferreira consolidou sua força política em Pernambuco após uma estratégia de troca de bases entre os irmãos André Ferreira e Anderson Ferreira para as eleições. Um levantamento exclusivo realizado pelo Blog do Willamar Júnior revela que o grupo mantém uma expressiva rede de apoio municipal, distribuindo influências estratégicas nas disputas para os cargos de deputado federal e deputado estadual.

Anderson Ferreira garantiu a sustentabilidade de sua postulação à Câmara Federal com o respaldo de oito gestores municipais. Os prefeitos aliados são:
Mary Gouveia (Escada),Thiago de Miel (Xexéu), Barbosa (São José da Coroa Grande), Ridete Pellegrino (Jaqueira), Izalta (Ibirajuba), Padre Joselito (Gravatá), Pité (Quipapá), Aleudo Benedito (Serrita)

Na ala estadual, a articulação da família assegurou uma base de partida robusta para André Ferreira. O candidato ingressa na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) contando com o apoio de cinco prefeitos:
Mary Gouveia (Escada), Elias Meu Fi (Pombos), Quebra Santo (Lagoa do Ouro), Clelson Peixoto (Jucati), Zé Elias Filho (Calçado)

O arranjo político destaca a liderança dos Ferreira no cenário estadual. A dobradinha firmada no município de Escada, com a prefeita Mary Gouveia apoiando ambos os irmãos, ilustra a centralidade do clã na região. A distribuição das bases pelo Agreste, Sertão e Zona da Mata reforça o capilarizado poder de barganha e a presença territorial do grupo nas urnas.

Movimentações políticas agitam a oposição em São Joaquim do Monte com possíveis novos apoios para a Câmara Federal



A corrida eleitoral ganha novos rumos no município de São Joaquim do Monte. Segundo informações colhidas pelo Blog do Willamar Junior, o bloco oposicionista local está prestes a definir seus rumos para os próximos pleitos, com conversas bastante avançadas nos bastidores políticos.
Liderada por Dedé Pernambuco, a oposição — que atualmente conta com o acompanhamento de quatro vereadores e diversas lideranças locais — deve fechar apoio oficial nos próximos dias a nome de peso do cenário nacional.
O grupo sinaliza forte avanço para apoiar a reeleição do deputado federal Clodoaldo Magalhães.
A principal dúvida nos bastidores gira em torno do posicionamento do ex-prefeito Zé Birro. Até o momento, não há confirmação se ele seguirá a decisão do grupo liderado por Dedé Pernambuco ou se optará por uma "carreira solo", lançando apoios a candidatos diferentes de forma isolada.
O desfecho dessas negociações deve consolidar o desenho das forças políticas que vão disputar a preferência do eleitorado são-joaquimense.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Projeto do Senador Dueire é incluído no Plano Nacional de Transição Energética do Governo Federal


O programa criado pelo senador Fernando Dueire para transformar resíduos em energia limpa e reduzir emissões de gases de efeito estufa passou a integrar oficialmente o Plano Nacional de Transição Energética (PLANTE), iniciativa do Governo Federal voltada à construção de uma matriz energética mais sustentável no país.

Apresentado por Dueire no Senado Federal por meio do Projeto de Lei nº 3.311/2025, o Programa Nacional do Metano Zero prevê a conversão de resíduos sólidos urbanos, industriais e da agropecuária em energia renovável, utilizando tecnologias como biodigestão anaeróbia e recuperação energética de resíduos.

A inclusão da proposta no PLANTE reforça a relevância do projeto no debate nacional sobre descarbonização, segurança energética e sustentabilidade ambiental. “É um reconhecimento importante para uma iniciativa que busca transformar um problema ambiental em oportunidade de geração de energia limpa, desenvolvimento sustentável e empregos verdes. O Brasil precisa avançar em soluções modernas, capazes de reduzir emissões e, ao mesmo tempo, estimular investimentos e melhorar a gestão de resíduos no país”, afirmou Dueire.

O projeto contou com contribuições técnicas da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) e propõe a integração de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos, mitigação climática e produção de energia renovável. Além da redução das emissões de metano — um dos gases com maior impacto no aquecimento global —, a proposta estabelece mecanismos de estímulo à economia circular, à formação de consórcios regionais e à atração de investimentos em infraestrutura sustentável.

Mandato em risco: Humberto Costa vê vaga no Senado ameaçada por ascensão de Marília Arraes e indefinição bolsonarista


O estudo divulgado pelo Instituto Múltipla mostra que a corrida pelas duas vagas ao Senado por Pernambuco segue totalmente indefinida. No cenário estimulado, a ex-deputada Marília Arraes desponta na liderança com 26% das intenções de voto.

O atual senador, Humberto Costa, aparece em segundo lugar com 17%. Logo atrás, empatados e pressionando o petista, estão os dois principais nomes ligados à governadora Raquel Lyra: Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, ambos com 13%.

O tabuleiro sofreu uma forte mudança após o levantamento: a saída de cena de Anderson Ferreira, que pontuava com 11% e decidiu desistir do pleito.         Com a retirada de Anderson Ferreira da disputa, a grande incógnita que movimenta os bastidores políticos é o destino de seus eleitores. O voto bolsonarista em Pernambuco historicamente se comporta de forma "casada" e fiel aos candidatos que representam a direita tradicional.

A migração desses 11% de eleitores órfãos deve ditar o ritmo das próximas semanas. Caso esse montante migre em bloco para consolidar um nome da oposição ou reforçar um candidato de centro-direita, a vantagem de Humberto Costa pode derreter rapidamente.

Diante desse fogo cruzado entre o Palácio do Campo das Princesas e a Prefeitura do Recife, Humberto Costa se encontra em uma posição de extrema vulnerabilidade. Pela primeira vez na história recente, o senador petista vê seu mandato seriamente ameaçado. Se não conseguir reagir nas pesquisas e expandir sua base para além do eleitorado de esquerda convicto, Humberto pode amargar uma derrota histórica e perder as eleições este ano.

Marília Arraes lidera corrida ao Senado em Pernambuco com 26%, aponta pesquisa do Instituto Múltipla


Levantamento do Instituto Múltipla, encomendado pelo Blog do Nill Júnior e divulgado nesta terça-feira (26), aponta a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) na liderança da corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Pernambuco nas eleições de 2026.

No cenário estimulado, em que os entrevistados puderam citar até dois nomes, Marília aparece com 26% das intenções de voto. Na sequência surge o senador Humberto Costa, com 17%.

Empatados na terceira colocação aparecem Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, ambos com 13%. Já o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, soma 11%.

A pesquisa foi realizada antes da informação de que Anderson Ferreira deve desistir da disputa ao Senado para concorrer à Câmara Federal. O levantamento também considera Eduardo da Fonte e Miguel Coelho como possíveis candidatos diante da indefinição sobre a segunda vaga na chapa da governadora Raquel Lyra.

Outros nomes citados pelos entrevistados foram Túlio Gadêlha, com 5%, além de Jô Cavalcanti, Fernando Dueire e Paulo Rubem Santiago, todos com 2%.

Os eleitores que afirmaram votar em branco ou nulo para as duas vagas somam 21%, enquanto 24% disseram estar indecisos ou preferiram não responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de maio, com 1.070 entrevistas em Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado sob os números PE–01312/2026 e BR–03057/2026.

Desafio no Agreste: Prefeitos enfrentam missão de consolidar João Campos como majoritário no reduto de Raquel Lyra



Cinco gestores municipais do Agreste pernambucano têm a difícil tarefa de tornar o ex-prefeito do Recife, João Campos, majoritário na região: Ruben Lima (Panelas), Eduardo Lira (Cupira), Josué Mendes (Agrestina), Dr. Ruy Barbosa (Bonito) e Marivaldo Pena (Altinho). A missão é hercúlea devido à força política local da governadora Raquel Lyra, que tem o Agreste como seu principal reduto e vem entregando obras importantes.

Apesar de os cinco prefeitos estarem com administrações bem avaliadas e avançando em novas entregas para os seus municípios, convencer o eleitorado local a seguir a oposição ao Governo do Estado não será simples. A máquina governista estadual joga forte para manter a influência na região e a oposição regional observa tudo, à espera dos resultados nas urnas.

A política exige dos gestores alinhados a João Campos uma costura fina. Eles precisam provar que o trabalho municipal forte e o prestígio do ex-prefeito recifense superam a popularidade da governadora no Agreste. Enquanto isso, os adversários locais lucram com a expectativa, sabendo que qualquer desgaste na operação do grupo governista pode abrir espaço para o avanço dos candidatos apoiados pelo Palácio do Campo das Princesas.

A disputa promete esquentar os bastidores e ditar o ritmo da política no interior de Pernambuco, testando a capacidade de transferência de capital político dos prefeitos na terra da governadora.