quarta-feira, 18 de março de 2026

João Campos freia aproximação com Eduardo da Fonte para segurar base e manter Marília Arraes

O jogo pesado para a sucessão estadual em Pernambuco, sofreu mais um solavanco nos últimos dias. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), principal nome da oposição à governadora Raquel Lyra (PSD), precisou atuar ativamente para conter uma crise na sua base de alianças, provocada pela possível entrada de Eduardo da Fonte (PP) na sua chapa majoritária. 

Segundo bastidores, o cenário de "flerte" entre João Campos e o Progressistas gerou forte insatisfação em nomes de peso da Frente Popular, incluindo Marília Arraes (Solidariedade), o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e Miguel Coelho (União Brasil), que disputam o Senado.

Ciente do risco de perda de aliados estratégicos, João Campos buscou o diálogo direto com Marília Arraes. Na conversa, o socialista tentou minimizar as especulações, garantindo que não houve promessa de vaga na majoritária (Senado) para Eduardo da Fonte e negando conversas avançadas sobre esse tema. 

A movimentação visa manter Marília — líder em pesquisas ao Senado — no seu time, após rumores de que ela poderia se reaproximar da governadora Raquel Lyra ou lançar candidatura "avulsa". João Campos tem afirmado que a composição final da chapa "vai se afunilar da forma certa".

Até abril, com o fechamento da janela partidária e a definição das federações, o cenário continua dinâmico, mas a tendência é que João Campos aposte na manutenção da unidade com os aliados que já estão ao seu lado e com isso Eduardo da Fonte acaba o sonho de disputar o senado.

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