sexta-feira, 13 de março de 2026

Tensão no Palácio: Relação entre Raquel Lyra e Eduardo da Fonte atinge de ruptura


A temperatura subiu quando chegou aos ouvidos da governadora que Eduardo da Fonte estaria dizendo a aliados próximos que Raquel "não teria fôlego" para vencer a reeleição desse ano. Mais do que o pessimismo eleitoral, o que irritou profundamente Lyra foram as informações de que o deputado já mantém conversas avançadas com João Campos (PSB), principal adversário da governadora. 

Nos bastidores, o adjetivo "falso" tem sido usado com frequência para descrever a postura de Da Fonte, que publicamente ainda mantinha formalidades com o governo enquanto costurava sua ida para a Frente Popular. Auxiliares da governadora até tentaram atuar como "bombeiros" para evitar o rompimento público, mas o sentimento no primeiro escalão é de que o clima ficou insustentável.

A Dança das Cadeiras: Sai Dudu, entra Marília?
A provável saída de Eduardo da Fonte para disputar o Senado na chapa de João Campos está sendo vista pelo grupo governista não como uma perda, mas como uma oportunidade estratégica. A vacância na chapa de Raquel Lyra abre caminho para uma aliança que até pouco tempo parecia improvável: a entrada de Marília Arraes (PDT) no time governista.

Troca vantajosa: Estrategistas de Raquel acreditam que Marília traz um "recall" de votos mais robusto e uma identidade popular que Eduardo da Fonte não possui.

Convite Formal: Informações indicam que Marília já recebeu um convite formal de Raquel para ocupar uma das vagas ao Senado em sua chapa, após o presidente do PDT, Carlos Lupi, admitir que o diálogo com o governo estadual está aberto. 

A definição oficial dessa "troca de passes" deve ocorrer nas próximas semanas, mas o desenho político de 2026 em Pernambuco nunca esteve tão nítido: de um lado, a nova Frente Popular com João Campos e Eduardo da Fonte; do outro, uma coalizão encabeçada por Raquel Lyra com o possível reforço de peso de Marília Arraes.

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