Em uma reunião decisiva realizada nesta terça-feira (17), prefeitos de diversas cidades pernambucanos, reunidos pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), estabeleceram um teto de R$ 350 mil para o pagamento de cachês artísticos em festividades públicas (São João, Carnaval, festas de padroeiros) para esse ano. A medida visa conter o aumento vertiginoso dos custos com shows de grande porte e garantir a responsabilidade fiscal dos municípios.
O encontro, que contou com a participação de 149 gestores, buscou frear a escalada de preços que tem onerado os cofres públicos.
Quem comemorou a decisão e subiu o tom contra os altos valores foi o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (União Brasil). Durante a assembleia, o gestor criticou abertamente a contratação de artistas com cachês milionários, afirmando ser contrário à prática.
"Eu não vou deixar o povo passar necessidade para dar um milhão de reais, quinhentos mil reais, numa hora e meia [de show]. Não vou. Sou pequeno, mas tenho coragem", disparou o prefeito de Belo Jardim, que governa um município com cerca de 84 mil habitantes.

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