O clima nos bastidores do Palácio do Planalto é de intensa reflexão e urgência. Após a divulgação da segunda pesquisa consecutiva — o levantamento mais recente do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira — que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno, a estratégia digital do governo entrou em fase de revisão crítica.
O publicitário Rafael Marroquim, conhecido por ter sido o cérebro por trás do fenômeno de popularidade de João Campos no Recife, foi trazido para a equipe de consultoria da Secretaria de Comunicação (Secom) com a missão de "rejuvenescê-la" e tornar a imagem de Lula mais competitiva nas redes sociais. No entanto, o avanço de Flávio nas pesquisas, registrando 45,2% contra 44,1% de Lula (em cenário de empate técnico), acendeu um sinal vermelho sobre a eficácia da atual "estratégia leve" adotada até aqui.
Marroquim e a equipe da Secom, que agora conta com Maria Queiroz (ex-estrategista de redes de João Campos) na Secretaria de Estratégias e Redes, buscam desesperadamente uma forma de furar a bolha bolsonarista antes de julho.

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