Em um movimento que pegou os bastidores políticos de surpresa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos acompanhado de sua família. A decisão foi anunciada após o parlamentar se despedir publicamente de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e declarar que não possui mais confiança nas instituições do Judiciário brasileiro.
A partida do senador ocorre na esteira da recente condenação de seu pai, um desfecho que Flávio Bolsonaro classificou enfaticamente como uma decisão baseada "em convicções e sem a apresentação de provas robustas". Diante do cenário, o congressista afirmou que preferiu "não pagar para ver" os desdobramentos de investigações que correm contra si e contra seu grupo político, decidindo formalizar um pedido de asilo político às autoridades americanas.
De acordo com interlocutores próximos à família, o senador alega estar sendo vítima de uma "intensa perseguição política" que inviabilizaria o exercício de suas funções parlamentares de forma segura no Brasil. Flávio Bolsonaro justificou a mudança estratégica afirmando que, a partir dos Estados Unidos, terá mais liberdade e segurança para continuar sua atuação pública e fazer oposição ao governo brasileiro.
Ainda não há detalhes sobre como ficará a situação do seu mandato no Senado Federal, uma vez que a ausência prolongada do país e o pedido de asilo podem abrir precedentes para questionamentos jurídicos e regimentais sobre a perda de sua cadeira no Congresso. Aliados defendem que a medida é uma resposta necessária para garantir a integridade da família, enquanto parlamentares da oposição criticam a postura, classificando o ato como uma tentativa de se esquivar de prestar esclarecimentos à Justiça nacional.

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