A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, acionou a Polícia Civil após a circulação de um vídeo manipulado digitalmente que utilizava sua imagem e voz para solicitar transferências financeiras via Pix. O episódio ganhou forte repercussão nas redes sociais e lançou luz sobre a recente declaração de bens apresentada pela chefe do Executivo estadual à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, na qual consta o saldo de apenas R$ 1,00 em uma conta do banco Bradesco.
O documento oficial protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) gerou questionamentos imediatos na internet. Críticos e opositores apontaram a desconexão entre o valor declarado e a trajetória financeira da governadora. Raquel Lyra atua no serviço público há cerca de duas décadas e, além do subsídio atual do Executivo, é delegada concursada da Polícia Federal, carreira com rendimentos brutos que superam a marca de R$ 50 mil mensais.
A disparidade contábil virou piada e gerou uma onda de memes nas plataformas digitais, com usuários ironizando a suposta "falência" da governadora. O tom humorístico das postagens, contudo, escalou rapidamente para a criação do vídeo falso de pedido de dinheiro, o que motivou a reação jurídica da gestora.
Em nota, a assessoria da governadora informou que o registro do boletim de ocorrência visa punir os responsáveis pela criação e disseminação da fake news, classificada como uma tentativa de estelionato e difamação. Sobre os dados bancários, aliados políticos argumentam que o preenchimento de valores nominais ou zerados em contas correntes é uma prática comum de organização patrimonial antes do período de campanha, mas o fato segue sob intensa cobrança de transparência por parte do eleitorado pernambucano.

Nenhum comentário:
Postar um comentário