Após a oficialização da candidatura do deputado federal Mendonça Filho (PL) ao Senado, a cúpula do PT em Pernambuco convocou uma reunião de emergência a portas fechadas. O objetivo central é desenhar uma força-tarefa robusta para blindar a reeleição do senador Humberto Costa, tratada internamente pelos aliados mais próximos como o combate político mais decisivo de sua longa trajetória pública.
Com o ingresso de Mendonça Filho na disputa em voo solo pelo campo conservador, o cenário que parecia polarizado majoritariamente de forma prévia sofreu um abalo sísmico. Nos cálculos internos avaliados pela coordenação petista, o eleitorado de direita e centro-direita no estado consolida uma base expressiva de cerca de 30%, piso que tende a ser ampliado pela forte capilaridade que Mendonça conserva no interior pernambucano, vindo de redutos tradicionais do Agreste e Sertão.
Marília Arraes (PDT), passa a correr riscos reais de esvaziamento na base governista. Especialistas ouvidos pelo blog do Willamar Junior apontam que, com dois nomes de peso histórico dividindo as atenções e o acirramento das palestras proporcionais, o pleito proporcional deste ano entra para a história como um dos mais disputados e imprevisíveis de todos os tempos em Pernambuco.

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