A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), vive um momento de "tensão" na articulação de sua chapa para a reeleição. O que antes parecia um cenário de calmaria transformou-se em um complexo quebra-cabeça político neste fim de semana, com o anúncio da filiação do senador Fernando Dueire ao PSD.
Embora a mudança de sigla consolide o apoio de Dueire ao projeto governista, ela acirra a disputa interna pelas duas vagas ao Senado, criando um impasse com aliados de peso como Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP).
Nos bastidores do Palácio do Campo das Princesas, fontes indicam que a intenção da governadora seria fechar a chapa majoritária com dois nomes de confiança: o recém-chegado Fernando Dueire e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD).
A filiação de Gadêlha ao mesmo partido de Raquel é vista como um movimento estratégico para atrair o eleitorado de centro-esquerda e garantir o "palanque duplo" com o presidente Lula no estado. No entanto, a conta não fecha para os demais parceiros da coalizão.
O problema central é que esse arranjo não foi "combinado com os russos". Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e atual liderança do União Brasil no estado, mantém sua postura firme: ele é pré-candidato ao Senado e não abre mão da disputa.
Ao seu lado, Eduardo da Fonte, que comanda o Progressistas (PP) — partido com a maior capilaridade e bancada em Pernambuco — também aguarda seu espaço na chapa majoritária ou sua indicação.

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