sexta-feira, 13 de março de 2026

Após Operação da PF, Bastidores pressionam Miguel Coelho a recuar para a Federal e dividir chapa com irmãos


A aparição de Miguel Coelho (União Brasil) nas movimentações pré-eleitorais de 2026, com o objetivo de disputar o Senado, ganhou contornos de incerteza após a deflagração da Operação Vassalos, da Polícia Federal, que investiga a família Coelho por suposto desvio de emendas parlamentares. Nos bastidores, aliados próximos já orientam o ex-prefeito de Petrolina a mudar de estratégia: buscar uma vaga na Câmara Federal e "abrir espaço" para um de seus irmãos na majoritária, visando evitar o naufrágio de uma chapa com riscos de mais operações.

A preocupação central é que a inclusão de Miguel Coelho em uma chapa majoritária (seja com a governadora Raquel Lyra ou o prefeito João Campos) possa "queimar" o grupo devido à investigação da PF, que apura enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, envolvendo também o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado Fernando Filho. A operação, deflagrada em fevereiro de 2026, atingiu o coração do grupo político de Petrolina e mudou a correlação de forças no estado.

A avaliação é que a manutenção de Miguel na disputa ao Senado, diante da investigação, gera uma "instabilidade jurídica" que assusta aliados de peso.

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