Em uma reviravolta no cenário político-jurídico brasileiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reformou sua própria decisão e proibiu o assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a "Papudinha".
A visita, que havia sido autorizada pelo próprio Moraes na terça-feira (10), estava marcada para o próximo dia 18. No entanto, após um parecer do Itamaraty indicar que o encontro poderia representar uma "interferência indevida em assuntos internos", Moraes voltou atrás. O ministro justificou a proibição alegando que a visita não fazia parte de um contexto diplomático formal e não foi comunicada devidamente
Darren Beattie é nomeado pelo governo de Donald Trump como conselheiro para políticas relacionadas ao Brasil e, em agosto do ano passado, descreveu Moraes como o "principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores, que nunca viu tanta corrupção na justiça".
EUA avaliam Lei Magnitsky contra Moraes
A nova decisão de Moraes elevou a tensão entre o STF e a administração de Donald Trump. Fontes independentes relataram que o governo americano avalia, novamente, incluir o ministro na Lei Magnitsky.
Paralelamente à decisão sobre o emissário de Trump, Alexandre de Moraes autorizou a Polícia Federal a realizar busca e apreensão na residência do jornalista Luis Pablo Conceição, no Maranhão.
A operação ocorre após o jornalista publicar reportagens denunciando o suposto uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. A ordem de busca é vista por aliados da oposição como uma tentativa de censura e intimidação da imprensa que atua na cobertura de casos envolvendo integrantes do judiciário.

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