O prefeito do Recife e principal nome do PSB para a eleição ao Governo de Pernambuco em 2026, João Campos, adotou um tom conciliador em meio à crise de relacionamento com a direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT). Após o lançamento de sua pré-candidatura, que gerou incômodo na ala petista local — que não aceita o formato da chapa proposta pelo PSB —, João Campos afirmou respeitar o "tempo dos dirigentes" e aguarda uma definição oficial da sigla, prevista apenas para o dia 28 de março.
O cenário é de "fogo cruzado". Fontes ligadas à direção estadual do PT não aceitaram bem a antecipação do anúncio da chapa por parte de Campos e o fato de o PSB ter selado alianças com outros partidos, como o Republicanos e PDT, antes de fechar com o PT, gerando um mal-estar interno.
João Campos, no entanto, minimiza a tensão e aposta na relação direta com o comando nacional do PT e no projeto de frente ampla liderado pelo presidente Lula.
Embora o PT estadual tenha resistido e até flertado com outros cenários, especialistas políticos que blog do Willamar Junior teve acesso apontam que, "a contra gosto", a legenda deve apoiar o palanque de João Campos. A justificativa é pragmática: o PT não preparou um nome competitivo próprio para a disputa ao governo estadual e, diante da força de Campos na capital, o alinhamento é a saída mais viável para manter a base lulista no estado.

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