A passagem do senador Humberto Costa pela Mata Norte acabou produzindo mais do que uma agenda política. Em entrevista à imprensa, o petista praticamente deu a senha de como poderá ser desenhada a chapa majoritária encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos, para a disputa pelo governo do estado. Ao comentar a composição da aliança, Humberto foi direto ao ponto: não tem qualquer tipo de restrição a nomes colocados para integrar a chapa ao seu lado, exceto a possibilidade de uma candidatura avulsa.
A declaração deixa claro que a preocupação do senador está muito mais na matemática eleitoral do que em divergências. A lógica é simples: evitar dispersão de forças dentro do mesmo campo político e construir uma chapa competitiva desde o primeiro turno. Essa preocupação, aliás, não é apenas de Humberto. É compartilhada pelo próprio PT e já foi tratada com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva.
Com esse movimento, ganha ainda mais força uma hipótese que já tínhamos falado aqui: a possibilidade de o deputado federal Eduardo da Fonte disputar o senado ao lado de João Campos se ele vê que pode ganhar. O sinal mais evidente foi dado pelo próprio Humberto, que fez elogios públicos à trajetória do presidente estadual do PP, gesto interpretado nos bastidores como uma clara sinalização de abertura para a composição.

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