Quando Gilson Machado deixa o PL em direção ao Podemos, leva em conta dois pontos: primeiro, não haver mais espaço no partido pelo qual disputou as últimas eleições; e segundo, precisar trabalhar por uma candidatura com possibilidade clara nas urnas em outubro.
No Podemos, Gilson recebeu de Marcelo Gouveia e Renata Abreu, como dito por ele mesmo, carta branca para apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caminho à presidência da República e para ajudar na construção dos quadros da legenda no estado.
Mas do outro lado ainda está o PL, partido oficial dos Bolsonaro, presidido em Pernambuco por Anderson Ferreira – que durante evento em Petrolina não mediu as palavras com o ex-colega de partido. “(Gilson Machado) traiu Flávio Bolsonaro e a direita de Pernambuco em nome de um projeto individual”, declarou. Uma fala enfática de quem ouviu muito nos últimos meses e preferiu não responder.
Faltando menos de um ano para as eleições, a direita pernambucana enfrenta uma realidade amarga: está dividida, e divisão não ganha voto. Muito pelo contrário, dispersa o eleitor. Se o desafio já será enorme com o embate entre Flávio Bolsonaro e Lula, na esfera estadual, talvez seja ainda maior.
Cada lado terá que gritar porque é mais patriota, quem defendeu mais Bolsonaro e família, quem fez mais pela direita nos últimos anos. E como escrito em Mateus 6:24, “ninguém pode servir a dois senhores”. Será uma escolha pautada por fidelidade e confiança por parte do eleitor.

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