A temperatura política em Pernambuco atingiu o ponto de fervura máximo. O senador Humberto Costa (PT) balançou as estruturas do Palácio do Campo das Princesas ao anunciar uma dissidência em massa: 60 prefeitos que integram a base aliada da governadora Raquel Lyra decidiram fechar apoio à sua reeleição para o Senado Federal.
O movimento estratégico consolida a força capilar do petista e expõe a vulnerabilidade do grupo governista, que ainda patina para pacificar e definir os nomes que ocuparão as vagas da sua chapa majoritária.
Para os pré-candidatos ao Senado que orbitam o Palácio, o anúncio teve o impacto muito grande. Faltando menos de três meses para a votação, o cronograma é o maior inimigo dos aliados da governadora.
Analistas políticos avaliam que o movimento dos gestores municipais é um reflexo direto da demora de Raquel Lyra em fechar o desenho de sua chapa. No jargão político, "espaço vazio se ocupa". Diante da falta de diretrizes firmes e de nomes consolidados pelo governismo, Humberto Costa agiu rápido nos bastidores, oferecendo o peso do Partido dos Trabalhadores e do governo federal como porto seguro para os prefeitos que buscam parcerias e recursos para suas cidades.

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