quarta-feira, 10 de junho de 2026

Governo quer elevar mistura de etanol para conter preços, mas medida pode aumentar consumo dos veículos


O Ministério de Minas e Energia anunciou o plano de elevar a presença de etanol anidro na gasolina para 32%. O objetivo é reduzir em até 450 milhões de litros a importação de combustível fóssil, protegendo o mercado interno da volatilidade gerada pelos conflitos no Oriente Médio.

A medida surge em meio a pressões inflacionárias, mas acendeu alertas na indústria automotiva e entre motoristas. Críticos apontam que o aumento do biocombustível funciona como um redutor artificial de preços, repassando o custo real ao bolso do cidadão através da perda de rendimento dos veículos.

Especialistas e engenheiros mecânicos confirmam que o etanol possui menor poder calorífico que a gasolina pura. Na prática, isso significa que o motor precisa queimar mais combustível para gerar a mesma energia.

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