O cenário político de Pernambuco entrou em ebulição em março. O que antes eram alianças de conveniência agora dão lugar a rompimentos públicos e realinhamentos que prometem definir o tom da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. No centro desse "xadrez de traições", como descreve o blog do Willamar Junior, estão movimentos envolvendo os principais líderes do estado.
O caso mais emblemático de março foi a oficialização do afastamento entre Raquel Lyra e Eduardo da Fonte (PP).
Após rumores de uma aproximação do Progressistas (PP) com João Campos, a governadora reagiu exonerando indicados do partido em órgãos estratégicos, como o Detran-PE, Ceasa e Porto do Recife. Eduardo da Fonte por sua vez disse que a governadora agiu precipitada, e vão ter outra conversa após João Campos descarta-lo da majoritária.
Depois foi a vez de João Campos, anunciar a chapa sem avisar a Humberto Costa que agora corre sério risco de ficar de fora do senado próximo ano.
A máxima de que o vitorioso será quem conseguir manter sua base mais coesa ganha força. Com pesquisas indicando um empate técnico ou lideranças alternadas dependendo da região (Capital vs. Interior), a capacidade de evitar novas defecções até as convenções partidárias de julho será o divisor de águas entre o sucesso e a derrota eleitoral.

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