A coordenação da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em estágio de alerta máximo nesta semana. Faltando exatamente 25 dias para a eleição, o comitê central começou a traçar cenários de contingência diante do risco real de a disputa não ser definida no primeiro turno, uma meta que antes era considerada palpável pela cúpula governista.
O otimismo inicial deu lugar à preocupação após o monitoramento de pesquisas internas indicar que o candidato não tem conseguido romper a barreira necessária para alcançar os 50% dos votos válidos. O estancamento do crescimento de Lula é atribuído a uma somatória de crises políticas e investigações que ganharam tração nos últimos dias, elevando os índices de rejeição de Lula.
O principal combustível para o desgaste da candidatura vem da repercussão dos recentes escândalos no INSS, descredibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) e seu filho Lulinha.
Com o tempo cronológico jogando contra e a rejeição em viés de alta, a coordenação de campanha estuda uma guinada na estratégia de comunicação para os próximos dias. O foco exclusivo em propostas econômicas deve dar lugar a uma postura mais defensiva e, ao mesmo tempo, de contra-ataque na propaganda eleitoral de rádio e TV.

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