A política pernambucana vive dias de "aparente calmaria" nas redes sociais e de "incêndio generalizado" nos bastidores. A filiação de Marília Arraes ao PDT para disputar o Senado, confirmada após semanas de especulação, não foi apenas uma troca de partido, mas uma movimentação tectônica que embaralhou o jogo da Frente Popular, liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A chegada de Marília ao PDT levanta questões sobre a lealdade da nova "pdtista". A ala mais tradicional da Frente Popular, especialmente dentro do PT pernambucano, olha com desconfiança para o histórico de movimentações de Marília, que já disputou a eleição do Recife contra João, também passou pelo Solidariedade e agora aporta no partido de Carlos Lupi.
Nos bastidores, circula com força a narrativa de que a disputa ao Senado é apenas um passo, e que Marília Arraes se prepara para disputar a Prefeitura do Recife em 2028, independentemente do resultado desse ano. Essa conversa soou muito mal nos ouvidos de aliados próximos a João Campos, que enxergam uma ameaça à sucessão municipal.
Enquanto o clima esquenta no Recife, o Senador Humberto Costa (PT) vem se articulando com maestria em Brasília. Considerado o nome forte do PT para a reeleição, Humberto não é de dar ponto sem nó.
Negociações nos bastidores apontam que, “se” Marília Arraes decidir — por força das circunstâncias ou composição de chapa — retirar a candidatura ao Senado para buscar outro voo, Humberto Costa estaria automaticamente garantindo sua vaga e consolida a "chapa lulista".

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